Quantos papéis?

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Quantos papéis diferentes assumimos ao longo da nossa vida?

Começamos com o papel de filho(a), possivelmente de irmão(ã), de primo(a), de neto(a), de vizinho(a), … Ainda não demos a primeira fala e já temos vários papéis a desempenhar.

Depois vêm os papéis de colega, amigo(a), aluno(a), namorado(a), companheiro(a), pai/mãe, etc.

Quantos papéis desempenhamos em simultâneo?

Quantos desempenhamos tantas vezes com sucesso e outras vezes nem por isso?

E, no entanto, a essência é sempre a mesma – nós próprios.

Que avaliação farão os meus pais relativamente ao meu papel como filha? E os meus amigos? E os meus colegas? E… todos os outros?

Será que sabemos o que pensam os outros do nosso desempenho nos vários papéis?

Será que os outros seriam honestos ao responder? Ou diriam “afloradamente” o que nos seria mais fácil ouvir?

Será que vivemos no faz-de-conta dos actores? – faço de conta que sou assim para agradar (ou não magoar), ou é propositado para não agradar e dar uma lição?… e o outro faz de conta que gosta, ou faz de conta que aprendeu…

Quantas vezes alteramos a nossa prestação no desempenho de determinado papel? Quem nunca se justificou com frases do género: “a vida é assim…”, “não podemos ser sempre bons, nem sempre maus”, “os humores alteram-me”, “a vida por vezes é madrasta”, “tenho que viver a vida como eu quero e não como os outros querem que seja”, “a vida é minha, faço dela o que quiser”, …

Quantas vezes demos connosco a pensar: “se eu pudesse voltar atrás…”?

E hoje, sabendo que não podemos voltar atrás, vamos aproveitar da melhor forma os nossos dias, desempenhando os nossos vários papéis que, no seu conjunto, representam o que nós somos.

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