Liderança

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O que se espera de um líder?

Certamente saber onde quer chegar, ter objectivos bem definidos, metas claras.

Garantir que a sua equipa entende a importância desses objectivos e a forma de actuar para os conseguir alcançar.

Incentivar a equipa a dar o seu melhor. Envolvê-la nas tomadas de decisão e na procura dos resultados. Propiciar condições para um bom ambiente de trabalho, para uma equipa unida com espírito de equipa.

O líder não espera receber sem antes dar de si, ele semeia para, a seu tempo, poder colher o fruto. Ele participa, ouve a equipa, conhece as dificuldades e o esforço aplicado.

O líder não trata os outros como inferiores, trata-os com respeito, consideração, estima e compreensão. Trata como gostaria de ser tratado.

Não é ditatorial, fazendo uso do poder que tem para coagir e ameaçar. Este gera insatisfação e desmotivação. Leva à fuga dos melhores elementos e à insegurança e desconforto dos restantes.

Também não deve ser paternalista, tentar fazer tudo sozinho, não se impor perante a equipa, não conseguir dizer Não quando sabe que esta seria a melhor resposta.

O líder deve ser democrático, ponderado e justo. Porque o líder só o é se tiver seguidores.

Já percebemos todos que, certamente, não estamos a falar do nosso Primeiro Ministro.

Que imagem de liderança está a passar ao país? Para além da redução do défice a qualquer custo, o que sabemos nós do corte dos quatro mil milhões de euros nas despesas sociais do Estado? Onde, como e quando esses cortes vão ser feitos? Tudo se cozinha no silêncio dos deuses menores, o povo não tem o direito de opinar. Eles dizem que sim, mas nós sabemos que não.

Saímos à rua para quê? Sabemos porquê, mas até agora não fomos ouvidos. Todos dizem que nos ouvem, mas na verdade estão-se nas tintas para nós. Foram eleitos, todos eles, por um povo que se sente traído e que não os quer mais.

Outro não líder, mas com alguns poderes que a Constituição Portuguesa lhe confere, é o nosso Presidente.

A voz maior do País, o representante legítimo do povo, vê-nos sacrificados, emigrados, esfomeados e escreve prefácios que não acrescentam nada.

As suas intervenções são para destacar resultados alcançados ou para se destacar a si próprio? São para expor os interesses do Estado ou os seus interesses pessoais? Quando fala de si, da sua vasta experiência, da sua parca pensão, do seu laborioso trabalho de bastidores e do seu gritante silêncio… com que propósito o faz? É para enaltecer a sua experiência, os seus saberes? É para demonstrar que é como nós na repartição dos sacrifícios? É para justificar o seu trabalho que desconhecemos?

No meu entender, um líder não se justifica, os resultados falam por si.

 

 

2 Comments

  1. Pois é amiga estamos nas mãos “deles” e infelizmente agora não podemos fazer nada… estão lá porque o povo assim o quis, votou neles… mas pensando bem não se vê para o futuro nada melhor. Eles todos prometem coisas boas antes de entrarem e depois é o que se vê… eles deviam realmente ser o que escreves… ” O líder deve ser democrático, ponderado e justo. Porque o líder só o é se tiver seguidores”… mas sabemos que não é assim.
    Beijinhos amiga

  2. Boa keta! Que morram os coelhos e que vivam as lebres!… hihihi

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