O pombo

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Havia um pombo que poisou no muro do meu quintal…

Olhou-me com um ar triste e cansado, como quem perdeu um «amigo» ou «amiga».

No seu bater de asas caídas. Tentava dizer-me…

– A tua vida é uma história triste, a minha é igual à tua…

Voa, como anjo e com pureza, como me dizendo…

– Fica à minha espera no muro do teu quintal, onde não há pombos, mas tristeza, e uma fonte onde a água já não passa. Espera por mim, que levarei comigo a tua e a minha (esperança e solidão).

4 Comments

  1. Há sempre um “pombo” que vem ter connosco num momento de solidão.
    No meu caso, muitas vezes, o “pombo” toma as formas de um gato…

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