Dia da Mãe

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Bem hajam as mães
Que deram o seu carinho
O seu colo
O seu sorriso
O seu amor
O que de melhor tinham para dar
E, tudo dando, enriqueceram

Pode parecer fácil comprar um presente numa loja e simplesmente entregá-lo à mãe, mas por vezes até isso é difícil quando não sabemos o que devemos dar, ou sabendo, não conseguimos dar o que gostaríamos.

Hoje, dia da mãe, dei um presente especial/diferente à minha mãe. O meu presente este ano exigiu dar-me a mim também. Passo a explicar: o presente era um agradecimento à minha mãe, um agradecimento por escrito, que me fez procurar na gaveta das lembranças, situações concretas para agradecer as suas atitudes nalgumas ocasiões.

Assim, fiz uma lista onde agradecia: a confiança que depositou em mim inúmeras vezes (retratei as que me lembrei), alguns dos trabalhos que me apresentou  e que exigiam sacrifícios para que eu soubesse valorizar quer o trabalho quer a recompensa por tê-lo feito, situações em que podia afirmar que além de ter sido esmerada educadora, foi enfermeira, foi bombeira, foi cozinheira, foi agricultora, foi juíza, foi farmacêutica, foi professora, foi cantora, foi contabilista, foi mediadora, foi terapeuta,… E um sem número de outras profissões que só uma mãe consegue ser.

Agradeci ainda o ter-me permitido fazer algumas aventuras (saindo de casa) mesmo sabendo que lhe iria fazer falta e dar algumas preocupações (as mães preocupam-se sempre com os filhos fora da sua asa) , agradeci os sorrisos, o colo, o ter-me gerado, o carinho, os cuidados…

E agradeci pelo que não me lembrei de colocar no livrinho.

Foi dar um bocadinho de mim, do meu reconhecimento, a quem me deu a vida, a quem me deu a oportunidade de ser quem sou.

4 Comments

  1. Um belo presente, sem dúvida…

  2. Obrigada Keta. Desculpe o engano, mas confundi-me com o comentário. Um Bejinho

  3. Que bonito Vina….. Como eu gostaria de ter recebido um presente desses…. por acaso este ano recebi dois telefonemas sem sabor, sem cheiro , enfim quase insípidos. Mas é isto que tenho. Julgo ter sido uma Mãe quase como a sua, mas isso para esta “geração” não faz a diferença. Já houve anos em que nem um telefonema tive. Parabéns pela Mãe que tem. Um beijinho para a que tenho. Julgo ter sido uma Mãe quase como a sua, mas isso para esta “geração” não faz a diferença. Já houve anos em que nem um telefonema tive. Parabéns pela Mãe que tem. Um beijinho para as duas.

    • Olá Gracinha, fui eu, a Keta, que dei este presente à minha mãe. Fui eu que, por acaso, faço parte da geração que invoca. E, enquanto puder, faço questão de fazer os 250 km (para cada lado) para poder estar com a minha mãe e com o meu pai quando festejamos estes dias (da mãe e do pai) ou os seus aniversários.
      Lamento que os seus filhos não procedam da mesma forma, mas sempre tem os amigos e um irmão que gosta muito de si.
      Beijinhos.

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