Simulacro

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Cais das colunas, Lisboa (rio Tejo).
Foto de Catarina Correia de Sampaio

Os dias no Inverno caem cedo, e o frio entra em nós até aos ossos, esperando um calor que nos console.
À chegada para o encontro, havia olhares trocados de cumplicidade, e calorosos para amenizar esse dia frio de Inverno.

– Onde vamos jantar?
– Aqui! Já num restaurante da baixa.
– Ok! confio em ti!…

Depois do jantar e da saida do teatro, fomos caminhando Rua Augusta abaixo, até ao cais das colunas.
Estava uma Lua meio envergohada, não sei se quarto crescente se minguante

– Tens frio?
– Nem por isso, estou bem…
– Põe este casaco pelas costas…

Casaco esse, foi como umas asas de um anjo para me protejer.

Já no Terreiro do Paço, avistei as colunas, iluminadas por uma luz que inventei.

– É lindo o Tejo assim à noite!
– Sim! Porque esta noite é diferente…
– Temos que voltar.
– Sim!
– Adeus…
– Adeus…

Nunca mais fui às colunas do Tejo à noite.

Agora!… Sei que tudo não passou de um simulacro!

… Adeus…

4 Comments

  1. Pois tens que voltar; e estão mais belas que nunca…

  2. Maninho, acho que deves voltar a ver as colunas do Tejo. Um grande beijinho

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