Quando vemos alguém…

| 4 Comments

Vinha eu no autocarro e, entre as vozes de várias pessoas a falar em simultâneo, houve uma que, por momentos, me chamou a atenção. Percebi que uma senhora estava a falar com outra e, já a chorar, soluçando dizia: “Eu nem sei como é que ainda estou viva”.

Pois é, não percebi o que se tinha passado, mas fiquei a pensar…

Quando vemos uma pessoa não fazemos a menor ideia de quem está ali. Cada um de nós é o resultado da sua história, dos seus problemas, das suas conquistas ou derrotas e essas só nós, e quem nos é mais próximo, conhece.

Desde pequeninos somos ensinados a fazer o melhor para podermos alcançar vitórias, sermos bem sucedidos. Mas, à medida que vamos crescendo, percebemos que para alcançar algumas vitórias também experimentamos algumas derrotas. Não podemos chegar todos em primeiro lugar. E, mesmo chegar em último, é melhor que nem sequer ter arriscado participar.

Quantas vezes nos acontece não chegarmos onde queremos por causa de factores que não podemos controlar?

E aqueles que poderíamos controlar, mas que nos apanham tão de surpresa que nos deixam paralisados, sem qualquer reação?

A vida é um caminho que se faz caminhando e, ao caminhar, vamos alterando o nosso rumo.

Quantas vezes já parámos a pensar na volatilidade da vida quando, inesperadamente, nos morre alguém próximo? Ou simplesmente alguém conhecido que choca qualquer um, por ter morrido subitamente?

E aqueles pais que esperam um bebé perfeito e nasce um bebé deficiente?

E quem é “apanhado” por um problema grave de saúde?

Qualquer um destes episódios é suficiente para alterar os nossos planos de vida.

Não existe ninguém com uma vida perfeita, mas cabe a cada um de nós aprender com os imprevistos, escolher o melhor caminho alternativo quando a nossa rota aparece obstruída.

4 Comments

  1. É verdade Keta…. A vida por vezes é Madrasta!!! Ou será que Ela é assim para pôr á prova as nossas capacidades?! Mas o facto, é que se todos pensássemos,, melhor, não valeria a pena sofrermos tanto, e muitas vezes por antecipação, porque a vida é curta demais para tanta angustia, tanta ansiedade, sofrimento, desgaste emocional, e quando paramos e olhamos para trás, nada valeu a pena . Obrigada por mais um tema bastante interessante.

    • Gracinha, por vezes não entendemos o porquê das coisas que nos acontecem, mas temos sempre a esperança de que há uma razão para a sua existência.
      E, tal como afirma, sofreríamos muito menos se não o fizessemos por antecipação…
      Beijinhos e obrigada pelo comentário.

  2. Eu quando frequentava cafés gostava muito de fazer um jogo: prestava atenção numa pessoa e pelas sua maneira de estar, pelas suas reacções, imaginava o seu mundo…
    Era fascinante!

    • É engraçado João, por vezes também fico a olhar as pessoas e a imaginar o seu mundo. Claro que é só a imaginação. Não nos passa pela cabeça as histórias de vida que possam estar ali. Beijinhos e obrigada.

Deixar uma resposta

Required fields are marked *.