Alimento espacial

| 1 Comment

Andava a navegar pela internet e deparei-me com um artigo que informava que os astronautas vão experimentar levar alfaces para o espaço. Melhor dizendo, vão tentar cultivar e trazer alfaces do espaço.

Portanto, não se admirem de, num futuro próximo, conhecerem alfaces espaciais. Parece que já fizeram o mesmo, com sucesso, com curgetes.

Pensando bem, não deve ser agradável comer durante vários dias aquela comida desidratada e descontaminada, que tem que se conservar vários dias num ambiente muito especial, sem gravidade, sem provocar migalhas ou gotas que possam ficar a flutuar, sem fogão ou micro-ondas para aquecer, etc. etc.

No entanto, sabendo que não controlamos/conhecemos aquilo que comemos, seja pelos pesticidas utilizados, pelos alimentos geneticamente modificados, pelas hormonas de crescimento rápido, e um sem número de “atentados” à nossa saúde que nem nos passam pelo pensamento, como iremos saber o que comemos quando o ambiente de crescimento desse alimento for espacial?

Cada vez que me lembro que um investigador já conseguiu reproduzir carne, ou uma espécie de carne, através de fezes, penso que estamos a tornar-nos cobaias, na tentativa de encontrarmos soluções que nos prologuem a vida, que nos mantenham “eternamente” jovens, que nos regenerem órgãos deficientes, etc., etc., etc.

Duraremos mais tempo? Em que estado físico, psicológico e mental é que abandonaremos a vida?

Para equilibrar um pouco a balança, surgiram os defensores dos produtos naturais, os que defendem a utilização da água do mar para tratamento de várias doenças, do consumo dos chás, da utilização das águas minerais/termais, da alimentação mais equilibrada (mais sopas, mais saladas ou legumes, mais frutas, menos açucares refinados, menos bebidas gaseificadas e gorduras saturadas.

Como disse Hipócrates: “Que o teu remédio seja o teu alimento e que o teu alimento seja o teu remédio”.

One Comment

  1. Um tema que nos faz pensar. A evolução da espécie humana tem destas coisas… Eu questiono qual vai ser a comida do amanhã? Não necessito de falar em 100 anos, basta pensar num prazo mais curto, diria 30 talvez! Ainda há bem pouco tempo a criação de hamburgers em laboratório… Será que tudo irá ser equacionado em função de uma esperança de vida mais prolongada? “Tudo o que queremos há em laboratório” – na minha perspetiva um novo pensamento de vida. E a mente humana, ela irá resistir? Nesta sequência também partilho este pensamento concordando absolutamente. Um beijo e obrigada por nos fazeres pensar.

Deixar uma resposta

Required fields are marked *.