Descubra as diferenças

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Mafalda e a crise
Dizem que na vida tudo é cíclico: o que acontece na natureza hoje, já aconteceu no passado e voltará a acontecer no futuro. Como dizia Lavoisier: “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Como tive acesso a algumas manchetes e “destaques” de notícias publicadas na imprensa diária e semanária, de Lisboa e Porto, há 30 anos atrás, lanço o desafio de tentarem encontrar as diferenças entre a situação do país em 1984 e agora em 2014 (fazendo, claro está, as devidas atualizações nos valores).

  • «Dívida externa de Portugal não cessa de crescer. Para isso têm contribuído factores vários, pesando entre eles a má utilização feita desses empréstimos por parte do sector empresarial do Estado.
  • «Salários reais actuais abaixo dos níveis de 1973 – disse Vítor Constâncio em S. João da Madeira».
  • «Têm salários em atraso 92 mil trabalhadores».
  • «A política agrícola da fome e das falências».
  • «Confederação da Indústria, pela voz do seu presidente Ferraz da Costa, lembra ao Governo que o que continua mal na vida portuguesa é o dirigismo económico.
  • «Sentenças de falência em aumento crescente».
  • «Empresas Públicas somam prejuízos. O desemprego aumenta e a reestruturação tarda».
  • «Estado não é pessoa de bem».
  • «Incapacidade manifesta do Governo e do sistema para resolver os problemas».
  • «Política fiscal empobrece sociedade: Trabalhadores sacrificados com impostos asfixiantes».
  • «Este Orçamento Suplementar é a prova real de incoerência, de perda de credibilidade, de ineficácia e de falta de coragem do Governo».
  • «Os cidadãos têm o direito de perguntar com que legitimidade impõe o Governo um apertado plano de restrições e, ao mesmo tempo, lhes vem dizer que ultrapassou os seus gastos em mais de 70 milhões de contos».
  • «Portugueses caem no ‘buraco orçamental’: Impostos directos aumentam 39 por cento».
  • «Segurança Social: Transferidos 30,5 milhões de contos para cobrir défice».
  • «Situação geral: Tensão social, desemprego e subemprego, a fome que alastra, torna a população insegura e sem esperança».
  • «Confederação da Indústria (CIP) acusa: Irresponsabilidade confrangedora, País em perigo de ruptura. Somos confrontados com promessas que não passam à realidade e, a manter-se tal situação, a ruptura económica e financeira do País acontecerá a breve prazo».
  • «Créditos mal-parados: No total, a banca comercial portuguesa teria créditos mal-parados da ordem dos 169 milhões de contos, nos quais não se acham contabilizados juros de mora, como os para a agricultura ou de empresas privadas em falência iminente».

Quantas diferenças encontraram?…

One Comment

  1. (Não sei que partido? tanto faz) Mas… acho que tens vocação para estares na assembleia da Republica. (Botavas ali o discurso sem mais mais) «Vou votar em ti»

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