Medicamentos

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Antibiótico-não abuse
Vi no outro dia, no metro em Lisboa, uma publicidade da Direcção Geral de Saúde a dizer o seguinte: “Não abuse. Só deve tomar antibióticos quando receitados pelo seu médico”. Mais à frente havia outro cartaz a dizer: “Lembre-se, os antibióticos não curam as constipações e gripes. Antibióticos a mais, saúde a menos”.

Nas notícias informam-nos que o governo vai premiar os hospitais que receitarem menos medicamentos e penalizar os restantes.

E eu pergunto: “será uma questão meramente económica ou perceberam agora que tantos medicamentos nos estão a fazer mal?” Acho que me fico pelas duas possibilidades: é certamente uma questão económica, já que o Estado tem que conseguir cortar nas despesas e o custo dos medicamentos é um alvo apetecível, são milhões de euros a circular e também não é novidade que os medicamentos têm efeitos secundários e, para fazerem bem a uma(s) coisa(s) acabam por fazer mal a outras. É o que muita gente chama de “mal necessário”.

São inúmeras as vezes em que ouvimos falar de estudos que apregoam suplementos importantes para melhorar a saúde: são os antioxidantes, as vitaminas, os ómegas 3, 6, etc. E nós, acreditando nos estudos vamos comprando este ou aquele alimento porque tem as tais substâncias que nos fazem tão bem… O pior é quando aparecem novos estudos, tão credíveis como os anteriores, a informar que não é bem assim, que fizeram novos estudos e os resultados foram diferentes, isto é, até podia fazer bem a este ou àquele problema mas, simultaneamente, poderia causar problemas aqui ou danos acolá.

Faz-me lembrar o filme “O Clube de Dallas”, que conta a história de um cowboy que, em 1985,  foi diagnosticado com HIV e ao qual deram apenas 30 dias de vida. Ele começou a fazer os tratamentos, numa corrida contra o tempo, utilizando os medicamentos existentes no Hospital. Após uma exaustiva investigação descobriu que, por trás desses medicamentos, estava uma poderosa farmacêutica cujo único interesse era vender. A bula escondia os efeitos nefastos e forjava casos de sucesso para dar conta dos benefícios alcançados  com a toma desses remédios. O cowboy partiu à procura de  alternativas, privilegiando produtos naturais, mesmo por meios ilegais. Com essas substâncias acabou por melhorar e prolongar o tempo de vida. Por outro lado – e consciente de que o medicamento convencional estava a envenenar os doentes –  decidiu ajudar os que, tal como ele, sofriam de HIV , investigando e procurando sempre as melhores alternativas, estivessem elas onde estivessem. Importava e vendia (ilegalmente) os medicamentos alternativos, não se coibindo de criticar os profissionais de saúde que se limitavam a receitar um produto sabendo, à partida, que só estavam a beneficiar a farmacêutica e não os doentes . Este homem, cujo tempo de vida era de um mês, acabou por viver mais 6 ou 7 anos (já não sei precisar).

A conclusão que posso retirar de tudo isto é a de que não há nada melhor do que uma alimentação equilibrada, com produtos naturais, evitando o mais possível a comida processada/transformada. As vitaminas, as proteínas, os antioxidantes, os ómegas, etc, são obtidos nos alimentos mais simples. As receitas das nossas avós continuam a ser os melhores remédios para a nossa saúde.

One Comment

  1. Bom artigo Keta, realmente não há nada melhor que as receitas dos nossos avós.
    Beijinhos amiga

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