Um dia

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Um dia, nessa tarde , já tarde no fim do dia
Com a luz do Sol a querer morrer.
Vi num banco do jardim, um homem!…
Chamou-me à atenção!…
Tinha um bom axpecto, bem barbeado, um casaco de xadres, umas calças de ganga e um lenço cor de laranja ao pescoço.
Tinha um bigode já meio grisalho, que ele acariciava como se fosse filho seu.
Olhava para o céu e sorria… sorria… como se para ele estivesse do lado onde está Deus, sem mais sombras e passados, entre a terra e os céus, como se não houvesse nem sombras nem trevas. Procurando sua alma que perdeu….. ou até o mistério da morte, naquilo em que a alma chama vida.
Fixava no chão o olhar, como procurando uma coisa perdida. Eu… olhei e não vi nada.
Ele insistia e sorria virando a cabeça, como escutando os sons das aves da Primavera.
Lentamente levantou-se, como se fosse o primeiro e o ùltimo dia da sua vida, tírando de trás de si, uma vara branca, estando ela no seu banco do jardim.
Aí!… Tive consiência que ele era cego.
– Perguntei para mim????….
Onde vai ele passar a noite!????….

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  1. Possivelmente esse Senhor, sendo invisual, conseguia ver mais e melhor do que muitos de nós que temos a felicidade de podermos ver os outros que vivem junto de nós, que existe algo que nos une e co0nseguimos ignora-los………..

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