Água, um bem essencial

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A água sempre foi e sempre será um bem essencial à vida. E como bem essencial deverá ser usada com moderação, mas estar acessível ao bolso de todas as famílias, mesmo ao das mais carenciadas.

Infelizmente, nos últimos anos, temos vindo a assistir a um aumento substancial do preço da água, facto que penaliza todos os portugueses, mas especialmente os mais pobres.

O que parece estar a acontecer é que, com o desemprego e consequente falta de dinheiro, algumas famílias deixaram de ter condições económicas para pagar quer a água, quer a electricidade.

Vem isto a propósito de, num destes dias de intenso calor, quando ia a caminho de casa, ter visto uma senhora com garrafões a aproveitar a água que saía dos aspersores de rega dum relvado à beira da estrada.

A que ponto chegámos, que já nem água temos para as nossas necessidades? A água, um elemento dos mais básicos e simultaneamente dos mais importantes para a nossa vida?

Cada vez que me lembro da água que perco, no banho, até chegar água quente à torneira, até me sinto mal; parece-me sempre muita, porque não gosto de desperdiçar…

E, ver aquela mulher, já não muito jovem, a ter que aproveitar a água da rega, foi para mim uma dor de alma. Não é justo!

Quantas fontes havia por este Portugal fora, que hoje já se encontram fechadas ou abandonadas? Fontes com águas límpidas, onde as pessoas podiam e iam buscar água para beber em casa.

Surpreendentemente, em Santa Apolónia (Lisboa) existe um pequeno chafariz, ainda a funcionar, para dar de beber aos animais, ou seja, um chafariz criado propositadamente para que os animais ali pudessem beber. Esse chafariz, hoje utilizado maioritariamente por pássaros (pombas geralmente) e algumas pessoas que lá bebem água, serviu outrora para dar de beber a outros animais (cavalos e bois) que abundavam na cidade.

Não posso deixar de pensar nos inúmeros chafarizes espalhados por Lisboa, alguns deles verdadeiras obras de arte, maltratados, abandonados, fechados, sem serventia. E as pessoas, as pobres pessoas a recolherem água, aos bocadinhos, nas regas dos jardins…

 

One Comment

  1. Nesta sociedade em que vivemos, nada acontece por acaso. Aliado aos interesses económicos e financeiros são concessionados a grandes grupos económicos a exploração e distribuição da água salvaguardando, dizem “eles”, a qualidade e a quantidade adequada às populações a troco de custos, preços de referência impostos por um poder que não olha a meios, utilizando argumentos para atingir fins… Quem paga? É o povo, por mais um bem essencial monopolizado pelos “senhores” do poder o qual não há alternativa de escolha, bem esse sem o qual não podemos viver. “Água = vida, para ter vida implica ter dinheiro”. Que sociedade é esta e que povo somos nós? Um beijo Keta, tuas palavras sempre oportunas fazem-nos pensar ainda mais… Obrigada.

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