A quase realidade

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Todos já ouvimos indicações sobre a poluição, os gases que aumentam o buraco na camada de ozono, sejam sprays, os canos de escape dos carros, as chaminés e as descargas das fábricas, até o nefasto efeito das vacas que, pelos vistos, são do pior para a camada de ozono.

O que talvez alguns ainda não saibam é que já existe um projecto de “bolhas gigantes de ar limpo”, dentro das quais existiriam prédios e jardins com vegetação, para regenerar o ar dessa “pequena cidade” através da fotossintese.

china

imagem retirada do site sapo.pt

Para alguns pode parecer um projecto sem sentido, mas para pessoas que vivem em cidades muito populosas e poluídas, como são os casos da China e  India, cidades que já são consideradas impróprias para viver, talvez seja um assunto a ponderar.

Também há quem critique a ideia, afirmando que estes projectos levariam à criação de duas categorias de cidadãos: os pobres que ficariam com a área poluída e os ricos que morariam nas bolhas de ar limpo.

Não há muito tempo, esta situação foi retratada em filme, no Elysium. Não eram as bolhas de ar mas uma estação espacial. Este filme pretendeu retratar o ano de 2159 e na tal estação espacial viviam os ricos, com tudo do melhor para viverem felizes. Até tinham máquinas-médicas para curar qualquer doença ou ferimento. Os pobres, ou seja, o resto da população morava na Terra, super populosa e decadente, que era patrulhada por robôs-policias.

Parece-me que não vamos esperar pelo ano 2159 para vermos estes cenários de segregação de classes, em que uns têm direito a tudo e outros ficam sem nada. Estamos já a caminhar a passos largos para essa era.

4 Comments

  1. Recebeste? Abraço

  2. Será que vai ser assim? Ou de maneira diferente?

  3. No “Ser Humano” não há limite para um total conhecimento. Nesta perspectiva a ficção vs realidade está ao alcance de um qualquer momento temporal. Nesta luta de classes tudo é possível como dizes no teu artigo que vem sempre oportuno. Não é necessário chegar tão longe em termos tecnológicos / científicos, esta separação está bem patente em qualquer cultura em qualquer democracia onde se proclama a “liberdade, igualdade e fraternidade”. Um pouco mais longe… numa união como a Europeia (UE), esta situação está patente entre os Estados… por mais que as pessoas pensem que não ou que os políticos nos façam querer… Gostei muito Keta deste momento de reflexão. É bom pensar nisto… Beijinho.

    • Infelizmente nestes últimos anos temos regredido muito no caminho das igualdades, do bem comum, do acesso a todos, de igual forma, à saúde, à educação, à justiça, e por aí fora.
      Obrigada pelos teus comentários que, com as tuas reflexões, são sempre um complemento a cada artigo.
      Mesmo de férias, sempre atento ao tri-ângulo 😉
      Beijinhos.

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