Sacanas sem Lei

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A propósito do último artigo da Salvina “O amor é um pássaro verde…”, lembrei-me de um texto que escrevi há um tempo atrás e que resolvi agora publicar no Tri-ângulo. Apesar de nada ter a ver com cinema, não foi por acaso que o título foi “roubado” de um filme de Quentin Tarantino, “Inglourious Basterds” no original. Uma sátira política sobre a Segunda Guerra Mundial. Um elenco, argumento e realização irrepreensíveis. A narrativa gira em torno de dois grupos organizados (um liderado por uma jovem francesa judia, proprietária de um cinema, Mélanie Laurent, e o outro, constituído por soldados judeus e liderado pelo tenente Aldo Raine), ambos com um objectivo comum, assassinar os líderes políticos da Alemanha nazi…

E é um facto que cá pelo burgo “Os Sacanas sem Lei” estão em todo o lado. Espiam, conspiram, “assassinam” em conluio, nas suas tocas, para ganharem uns trocos. Não têm sequer estatura e inteligência para desenhar grandes golpadas. Um pequeno bando de mafiosos corruptos, mas, infelizmente, perigosos. A teia está de tal modo minada que não há escapatória possível a esta quadrilha de malfeitores.

Os mais fracos rendem-se ou, em silêncio, amargurados, sujeitam-se porque de outra forma não sobrevivem. Os espaços por excelência do pensamento estão igualmente infestados. Este é um jogo sujo e vencem aqueles que, com servilismo e subserviência, servem os poderosos ignorantes. É o salve-se quem puder. E, para nossa desgraça, eles irão andar aí por muito tempo! Não virá nenhum Messias! Resta-nos esperar que definhem e, finalmente, sucumbam.

2 Comments

  1. É um facto, Salvina. Por vezes, tenho vergonha do meu País. Quando, em pleno Século XXI, existem pessoas que morrem de fome, há algo de muito errado na nossa Sociedade. E quando penso nos mais fracos, aqueles que não se podem defender, ou seja, as crianças e os velhos (não gosto das palavra idoso), a revolta é ainda maior! É criminoso!

  2. Uma das situações mais evidentes actualmente em Portugal, é que estamos todos, como eles querem, em liberdade condicional ou com pulseira electrónica. Isto porque as palavras nos morrem na garganta e o medo do amanhã nos tolhe os movimentos.
    Com tudo o que se tem passado por estas bandas, o povo está boquiaberto, mas sem reacção: uns parecem adormecidos e os outros simplesmente não têm voz.
    Todos sabemos que estamos entregues à “bicharada” e que são estes sacanas que fazem as leis.
    Texto muito oportundo. Gostei muito.

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