Camaleão

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camaleaoJá se sabe que o camaleão muda de cor conforme a situação, com seu instinto de sobrevivência.
Será que devo ser camaleão?…  Ou ser eu próprio, e deva ser assim, já que não sou esse bicho!?…
Por exemplo: já fui ao supermercado de fato e gravata; até me pergutaram…. (Senhor Doutor, paga em cartão?).
Se for de t-shirt e calças de ganga  não me olham nos olhos, e perguntam…. (Quer saco ou não quer saco?).
Por exemplo: se duas mulheres vivem juntas… (são amigas) se dois homes vivem juntos… (são homossexuais) «paneleiros».
Porquê esta sociedade tem tanto preconceito, preocupando-se só com a imagem, aparências… ou até aquilo que os outros pensam?
Eu… continuo a usar gravata, a usar chinelos nos pés, t-shirts dos chineses, tudo o que me apetecer. Sei que a minha essência está cá!..
E… estou-me “nas tintas” para aquilo que os outros pensam.
Porque as aparências iludem e enganam….

3 Comments

  1. Infelizmente é assim mesmo. As pessoas são avaliadas pela sua aparência. Não deveria ser, mas o facto é que é. Uma pessoa pode ser educada, culta, rica, bonita interiormente, mas se for a uma entrevista de chinelo no pé, barba sem estar desfeita e com “ar” de pindérico (passo a expresão). possivelmente nem chega a entrar. Se noutra ocasião aparecer um concorrente de fato e gravata, barba desfeita, cabelo bem tratado, perfumado com um aroma de “marca”, entra é mandado sentar, possivelmente é logo tratado por Doutor, e tem o lugar assegurado. E no fim de tudo isto pode ser uma pessoa sem educação, princípios, nível de escolaridade baixo, mas o resultado é de certeza positivo. É triste, mas quer queiramos ou não é assim mesmo. Agora o que cada um quer fazer consigo e com a sua vida, isso já é outra história.

    • Eu sei que a sociedade ainda reage assim, preocupado-se com o que os outros pensam, os outros dizem.
      Só que é preciso sacudir mentalidades, abrir consciências, mostrar novos horizontes, e o que é certo e errado. E meter sempre um pauzinho na engrenagem.
      Não o fazendo!…. Não evoluímos, não mudamos nada. Estaríamos ainda na idade média, em que se queimavam pessoas vivas só porque eram diferentes, e não seguiam as normas estabelecidas, que não se enquadravam naquilo que os outros pensam.
      Deixem-se dessas mentalidades serôdias e tacanhas, deixem as bruxas serem bruxas e as fadas serem fadas.

      PS: Tudo isto tem muito que ver com que a Margarida escreveu no seu texto.

  2. VINA!… ( não sabia que aqui havia «lápis azul»)…….

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