Um Súbito Adeus…

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Partiste no dia 16 de Agosto… ainda não acredito, minha querida Célia. Não encontro forma de expressar a dor que me assola a alma. A morte é cobarde, traiçoeira, surge pela calada, e rouba-nos aqueles que amamos sem apelo nem agravo.

Recordar-te-ei como a mãe coragem. Eras uma pessoa fora de série, de um humanismo sem paralelo. Nunca te ouvi dizer um não, a tua generosidade e bondade eram infinitas. Eras, acima de tudo, uma pessoa boa. Era essa a tua essência!

Jamais esquecerei as nossas gargalhadas sonoras, as nossas lágrimas, em surdina, a nossa inegável cumplicidade. Costumávamos dizer que éramos almas gémeas, lembras-te?

A vida lá fora continuará a correr, com as rotinas entorpecedoras, e tu? Tinhas 46 anos! Não é justo! Só me apetece gritar bem alto a minha revolta e insultar e injuriar esses deuses maléficos que decidiram, sem dó nem piedade, levarem-te para longe de mim.

Lembras-te como nos despedíamos todas as vezes que estávamos juntas?
“Adoro-te, minha querida.”

O Céu ficou mais bonito… tem agora mais uma estrela que brilhará todas as noites, assim como tu brilhaste toda a tua vida.

“You’re in the arms of the angel
May you find some comfort here.”

Até sempre, minha querida Célia. Não me esquecerei de ter força pelas duas.

“Adoro-te minha querida.”. Descansa em paz.

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2 Comments

  1. É absolutamente devastador… um beijinho, Salvina.

  2. Foi realmente “um súbito adeus” que nos deixou a todos em estado de choque. O teu texto é maravilhoso e lá, no universo das estrelas, as tuas palavras farão eco e chegarão aos ouvidos da sua alma. Bonita homenagem.

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