2 de outubro

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Que doce e calmo foi hoje o teu despertar …
Até o Sol nasceu maior e mais vermelho, da cor dos olhos de quem chora de amargura.
Numa vaga lembrança , esboças  um leve sorriso, recordando os dias, cinzentos e tristes, de mais um ano que em tua vida passou. Os dias em que o vento soprava frio e forte, deixando num alvoroço  a tua alma e os teus cabelos. Em que os teus olhos húmidos se fechavam na recusa de olhar a agonia lenta, do melancólico cair, das secas folhas das árvores, em longas manhãs de Outono.
Mas … hoje! O dia é de uma brancura quase transparente. O teu sorriso cintíla como metais, e a tua voz é de veludo, ecoando nos vazios que a vida tem.
Sendo hoje e mais que nunca… Do teu corpo um transbordar de luz e ternura, nesta tarde amena de 2 de Outubro.

Mãezinha, que bom seria se eu pudesse voltar a ler-te estas palavras, como o fiz , há muitos, muitos anos. Mas tu farias hoje 106  anos,  seria impossível. Mas mesmo assim eu escrevia-a novamente, porque tu vives em MIM

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