Recado

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Monte Alentejano com Papoilas (2006) – Oleo sobre tela de linho – Salvacao Barreto

Quando eu morrer…
Quero pedir à única pessoa que tenho em vida
Que por min não chore nem um lamento, nem a ausência, que lhe possa causar a partida.
Quero apenas que me lembre como um grande mar.
Sendo meus sonhos como caravelas a naufragar.

Rasga todos os meus poemas que retratam minhas dores, angústias e mágoas, alegrias e júbilos
Como sendo apenas flores.
Espalha-os numa planície Alentejana repleta de malmequeres brancos e amarelos, súbitos.
Como se aí fosse o seu lugar.
Deixa bailar a poesia com a luz do Sol e cheiro a maresia
Como estrelas caídas de um céu onde quero encontrar todos os que amei.
Sendo assim uma chama ardente na Terra
Para poder sentir!… Que também aquí fiquei
Quíçá, um jardim de rosas brancas, sem lamentos nem ais
Ou apenas penas sublimes caídas
Das asas de um anjo que amou demais.

2 Comments

  1. Não creias jamais que esse alguém a que te referes, consiga fazer o que lhe pedes. Não chorar por ti, impossível.Foste uma das pessoas mais importantes da sua vida. Rasgar os teus poemas também não creias. Vai guardá-los para sempre, até ao fim dos seus dias. Depois dela, alguém lhe dará um rumo. Sobre os malmequeres o que ela será capaz de deitar, serão apenas lágrimas. Sómente lágrimas de eterna saudade. Como vês, tu QUERES, mas não é POSSÍVEL. Ela Ama-te demais para conseguir fazê-lo.

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