Memórias

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gaivota-sol

Fotografia de Gisele Magalhães (retirada da Internet)

E tu voltaste
À procura de ti mesmo
Como um menino ao despertar
Em busca dos brinquedos
Que sonhou…

E há na mimha memória
Um passado tão recente
Que eu confundo com um misto de bruma
E nostalgia…
Por testemunha, somente  as ondas  e pinhais
E a nossa força de correr.
Mais uma vez se tinha feito dia
Mais uma vez…
Quando os teus olhos negros
A chama de um novo despertar
Sacudindo do fundo de nós
As cinzas das ilusões mortas.
Nas tuas mãos a esperança
Nos teus cabelos a liberdade
Na mútua entrega dos corpos em delírio
No suspirar a verdade…
E juntos atingimos o extase do amor.
E o Sol não mais se pôs nos nossos corações.
E… de novo aconteceu o sentido da vida
Mesmo quando!…
O profundo do teu silêncio
Se fundia na ternura do abraço
Que tentámos ser eterno
Ou quando uma lágrima
Humedecia  os teus lábios
Que tremiam de emoção
E sabiam os teus beijos a surpresa
E o teu coração era asa presa
Da gaivota que olhava as ondas sem voar.

2 Comments

  1. Adivinharias porque só tu me conheces!…
    Obrigado por comentares.

  2. Lindo e muito profundo !!!!!!!!!!!!!!!! Quem seria??????!!!!!!!!!!!! Amei. Parabéns meu querido Mano. Mesmo sem saber, só ler o poema eu adivinhava que tinhas sido tu a escrevê-lo. Bjs.

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