Viagem da Rolha

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Ao sair do aconchego da escuridão entrei para a luz prometida . Aí toquei na vida!…
Com mãos pequenas e inseguras quis abrir a garrafa de champanhe para comemorar a minha chegada. As mãos não davam para isso. Mas eu não tinha mãos, era uma rolha!?…
Mas lá saltei, e o vinho espumoso foi uma catadupa de promessas e bons augúrios.
Só que eu dei o salto que tinha que dar!… E… caí no mar, elemento liquido que vai para além do hourizonte.
Sentia-me tão frágil e flutuante, ao sabor das marés, tempestades e calmias. Não sabendo se estava perdida ou encontrada no Mar.
Sem saber se a Terra era redonda ou plana? Se redonda fosse voltaria ao mesmo lugar; se plana for como eu quero que seja…
Então… eu cairei numa cascata de espuma do mar e de champanhe e… deixo-me ir… sem saber se haverá mais mar, mais cascatas e mais champanhe.

2 Comments

  1. Essa rolha continua a boiar em aguas calmas, por vezes com algumas pequenas cascatas. Mas faz sempre parte do percurso.

  2. A Terra é redonda, mas mesmo assim, essa rolha pulou, saltou viveu coisas lindas e inesquecíveis, Teve amor, carinho, pessoas maravilhosas que tocaram a sua vida, e conseguiu chegar ao outro lado. Mas há sempre um tempo para tudo. Depois vem o desencanto o desamor a solidão…. Mas é o caminho que a rolha tem que fazer. Mas que o faça com calma e serenidade e muita resignação!!!!!!!!!!! Hum grande beijo

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